Distopia
O ano é 2002, eu tenho apenas 21 anos. Acordo bem assustado. Tive um pesadelo. Uma coisa bem maluca, sonhei com cerca de 20 anos no futuro, e ao contrário do que eu sempre imaginei, as ruas não estavam cheias de carros elétricos e com um ar de modernidade, na verdade, os carros estavam bem surrados e as ruas nem tão bem pavimentadas assim.
Levanto-me
da cama, me olho no espelho e me deparo com alguns fios brancos de barba no
queixo, meu rosto tem uma aparência um pouco mais cansada e os fios de cabelos
parecem um pouco mais escassos – curioso como o envelhecimento se assemelha
primeiro a um grande cansaço do rosto, só depois as rugas se formam. Ignoro o
que vejo e vou tomar um banho, olho para baixo e ainda consigo ver os pés e
outras coisas, prova de que a idade não me foi tão cruel assim – será se isso
ainda faz parte do sonho?
Após
a higiene diária eu me sento à mesa e todos conversam sobre coisas rotineiras,
não consigo prestar muita atenção no que falam, porém noto que falta pão à mesa.
Me ofereço para comprá-lo, recebo nas mãos uma nota de R$:10,00, acho um exagero
tanto dinheiro para comprar pão, mas prefiro ficar em silêncio.
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