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Mostrando postagens de setembro, 2019

Criança robô

Sei que vivemos num mundo muito mais competitivo do que algumas décadas atrás, mas repassar nossa paranóia de produção e correria do dia a dia para as nossas crianças não é do meu agrado. Criança que tem rotina de adulto vai desenvolver problema de adulto (ansiedade, depressão, etc), com a desvantagem de não possuir maturidade pra lhe dar com isso (alguns adultos também não têm). Pais e mães despejando suas projeções e frustrações em cima dos filhos chega a me dar dó da criança, me faz lembrar da música da Pitty que diz; "pane no sistema alguém me desconfigurou". Tudo isso para expor o filho como troféu e saciar o próprio ego.  Saudade do tempo que criança era apenas criança.

A vida é como descascar laranjas

A vida é como o ato de chupar laranjas. Para chupá-las você precisa primeiro descascar. O engraçado que mesmo tendo todo o trabalho você não terá certeza que a laranja será doce. Ela podera vir azeda ou pedrada, o jeito será tentar com outra laranja. Você até tem a opção de parar de descascar, isso lhe poupará muito trabalho, mas a única coisa que lhe restará será ver os outros degustando suas laranjas. E quando ouvir o comentário de quão doce é a laranja de alguém, vai pensar em como o sujeito teve sorte, sem nem ao menos saber o tanto de laranjas azedas ele chupou até chegar numa que valesse à pena.

inANIMADO

Quando eu era bem pequeno, aprendi na escola a diferença entre seres vivos e seres não vivos. Basicamente nós os classificávamos em seres animados e seres inanimados, há quem lembre disso muito bem, tenho certeza. Depois que me tornei um adulto, tenho cá as minhas dúvidas. Será que essa classificação ainda serve de alguma coisa na prática? Vejam só que um certo dia eu tinha saído de casa para comprar alguma coisa que eu nem lembro mais o que era, nesse dia eu estava bem cansado e pude ouvir claramente que a ladeira começou a me desafiar. Quanto mais eu subia mais ela tirava sarro e dizia que eu não conseguiria chegar aonde eu queria. Outro dia, antes de dormir ouvi pequenas gargalhadas dentro do meu quarto, mas isso era impossível já que eu me encontrava sozinho no cômodo, mas es que eu vi uma pilha de contas risonhas e zombeteiras em cima de uma cadeira. Sapatos, esses já me pregaram tantas peças ao abrir um sorriso garboso quando descolaram num momento importuno. Ainda tem os com...